Thumb 3 iniciativas que tornam o dia da mulher todos os dias

3 iniciativas que tornam o dia da mulher todos os dias

Durante março, tido como mês das mulheres escutamos diversos posicionamentos. Foram opiniões, promessas e homenagens. Mas, para vermos essa força feminina no dia a dia, fomos atrás de quem coloca a mão na massa para fazer o feminismo e uma sociedade mais receptiva e igualitária acontecerem durante o ano inteiro.

O resultado está nesse post, onde separamos três iniciativas com abordagens distintas que buscam promover mudanças e discussões reais sobre a mulher no mundo. As informações de contato estão logo abaixo, e caso você conheça ou tenha alguma outra sugestão de projeto, conta pra gente aqui nos comentários. Vamos adorar saber e investigar mais sobre isso J

ComSentir

A iniciativa do instituto surgiu há cerca de 2 anos entre duas amigas da faculdade de psicologia. Hoje, com um quadro de 4 psicólogas, o ComSentir faz o acolhimento de mulheres vítimas de abuso, orientação sobre sexualidade em escolas e comunidadesaté atendimentos individuais. Com foco em sexualidade e violência, Carolina Dias – uma das profissionais à frente do projeto – revela que o tema é um dos mais recorrentes na clínica, mas surge também, com frequência, a questão da autoestima e auto percepção da mulher dentro do meio social. “Esse ‘ser mulher’ é definido a partir de um padrão social e o feminismo luta para contradizer esses padrões. A evolução histórica sobre o papel da mulher vai acontecendo, mas muito disso se mantém, pois essa evolução é muito lenta sim”, confirma Carolina.

Essa necessidade de reafirmação constante é o que, segundo a psicóloga, gera certo sofrimento. “Mesmo as mulheres que já tenham um viés de empoderamento acabam chegando num momento em que é muito difícil se manter segura nessa luta”, revela. E, neste sentido, o ComSentir e a psicologia em si seriam um fator de auxílio na busca pela liberdade pessoal. “O processo terapêutico leva ao empoderamento próprio. Entender o porquê você faz determinadas escolhas, ou por que certas coisas te incomodam, se apropriar disso e entender a dinâmica do que acontece com você. Ao entender o que controla seu comportamento e todos os padrões que o guiam e começar a questionar.Dessa forma, a psicologia estaria propensa a promover essa liberdade, principalmente compreendendo que a principal origem daquilo que a gente considera ‘normal’– que não existe – é social”, finaliza.

Para conhecer mais sobre o trabalho do Instituto ComSentir, acesse o site www.comsentir.com.br

 

Capitu

“O nome Capitu vem daí. Que personagem foi essa associada a esse lugar de adultério sem se questionar o procedimento literário que levou o narrador a criá-la desta maneira? Que personagem foi essa contada somente pelos olhos de um homem, cuja história se assumiu como verdade”, explica Julie Fank, idealizadora da Esc. Escola de Escrita e do grupo de estudos feminista, Capitu. Em meados de 2016, após uma experiência pessoal com gaslithing*, Julie decidiu trazer para sua Escola um grupo de debates que abordassem e dessem ferramentas para efetivar o feminismo no nosso discurso e dia a dia. “Convidei uma professora para tocar o grupo e começamos a pensar em livros e leituras que ferramentassem as mulheres que começavam um percurso também com o objetivo de mudar a nossa chave estética: não era só embasamento teórico, o que é sempre o nosso calo, mas era também construir um novo espectro literário”, conta.

De leituras fundamentais (desde literatura à filosofia e sociologia) à literatura contemporânea, os encontros variam suas mediadoras conforme variam seus temas. Em questões práticas, “é um grupo de formação ferramental para quem trabalha com texto, literatura ou outras artes, mas é, antes de tudo, uma rede de repertório infinita que transforma nosso jeito de consumir narrativas”, define Julie. Com participação heterogênea, entre homens e mulheres (muito embora a maioria definitiva seja de mulheres), os encontros acontecessem às segundas, 19h30, e são mediados por três professoras diferentes. A Andréia Carvalho Gavita (eixo Literatura), Amélia Corrêa (eixo de Arte e Gênero) e Virginia de Ferrante (eixo Cinema). Além delas, outras mediadoras são convidadas dentro da temática do grupo, já tendo passado por lá mulheres como FuthiNtshingila (numa parceria com a UFPR e a UNESCO), para falar um pouco do cenário literário da África do Sul.

Para se inscrever, em encontros avulsos ou no grupo anual, acesse o site: http://escoladeescrita.com.br/cursos/grupo-de-estudos-feministas-capitu/

(por lá também estão os temas dos próximos encontros).

 

Mandala Lunar:

Em sua terceira edição, o livro surgiu em formato de calendário em 2016. “Nos juntamos com o propósito de criar uma ferramenta de autoconhecimento e conexão para mulheres. Queríamos criar e compartilhar um pouco do conhecimento que estávamos experimentando em nós mesmas”, contam Ieve Holthausen, Naíla Andrade e Victoria Campello. Com slogan ‘Um caminho para o autoconhecimento feminino” a Mandala Lunar é uma iniciativa que procura entregar de forma didática conhecimentos sobre o corpo da mulher e seus ciclos em sintonia com ciclos da Lua e da natureza.

Por meio de registros diários, hoje, o livro permite que você busque o autoconhecimento por meio da atenção e escuta ao próprio corpo, além de trazer conteúdo extra ligado a áreas de estudo e interesse das criadoras, como ginecologia natural, ervas, ciclos lunares. “Estamos vivendo tempos de muita distração. Estar presente e nos conhecermos é essencial para criarmos e vivermos a vida com autonomia e a partir das nossas próprias escolhas e do conhecimento das nossas prioridades”, revelam.

Para acessar as informações e compra, vá para o site: www.mandalalunar.com.br/

Queremos dicas de movimentos reais e permanentes que envolvam a mulher para continuarmos a trazer novos conteúdos para vocês! Comenta aqui embaixo, qual você incluiria na lista?

Carmela Scarpi para o Blog da Ov

Foto: Mandala Lunar

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